8 Perguntas sobre Business Analytics

Nelson Santos, Senior Software Engineer na SAFIRA, partilha alguns dos pontos chave sobre a temática de Business Analytics, que se revela mais crítica que nunca no apoio à decisão, controlo de custos e aumento da rentabilidade das organizações. Alguns extratos foram publicados num dossier do Semana Informática.

Nelson Santos1. Depois de algum “desencanto”, as soluções analíticas voltaram a merecer o interesse das empresas que estão a aumentar os seus investimentos nesta área. Porquê, o que mudou?

A principal motivação que levou às organizações reestruturarem os seus orçamentos e a reverem os seus planos de investimento, foi a necessidade de apoio à decisão e controlo de custos. Hoje, mais que nunca, a decisão entre investir ou não num projeto tornou-se o centro das atenções das direções e nada melhor do que terem em seu poder todos os dados estatísticos para os apoiarem nessa decisão.

2. Se tivesse de alinhar três ou quatro aspetos mais relevantes na evolução do Business Analytics ao longo dos últimos anos, no que se refere à capacidade de responder às necessidades das empresas quais seriam?  

Os aspetos mais relevantes na evolução do Business Analytics foram sem dúvida o elevado volume de informação que é disponibilizado aos responsáveis pelas tomadas de decisão. Outro aspeto a salientar prende-se com o a variedade de fontes de informação de onde estes dados passaram a ser obtidos, existindo cada vez mais capacidades integrativas com os diversos sistemas operacionais de suporte. O terceiro e último aspecto que consideramos relevante prende-se não tanto com os sistemas de suporte ao Business Analytics, mas sim com a experiência dos consultores que o suportam, é para nós evidente que as atuais ofertas no mercado dentro deste segmento estão a atingir patamares significativamente superiores de maturação na qualidade dos serviços a prestar.

3. Que questões estão neste momento a impulsionar o investimento em Business Analytics e que tipo de indicadores as empresas mais valorizam? 

As principais questões prendem-se com a evolução natural dos sistemas de armazenamento e o aumento da definição dos dados. Se juntarmos a estas questões a forte pressão para a redução de custos e aumento da rentabilidade, temos não só os motivos que levam a este impulsionamento, mas também os indicadores que mais são solicitados: rentabilidade, progresso e custo. E estamos a falar de indicadores nas três frentes: curto, médio e longo–prazo, o que levou a SAFIRA muitas vezes a implementar recorrentemente sistemas paralelos que apoiam na simulação de cenários hipotéticos futuros, que preveem antever eventuais tendências e tomar medidas em função das mesmas.

4. O Big Data é apontado em alguns estudos como um dos grandes drivers para o investimento em soluções analíticas neste momento, concorda? Em que medida?

Sem dúvida que o Big Data vem revolucionar o atual paradigma do Business Analytics, no entanto, não concordo totalmente que seja driver para todas as organizações. Para certos segmentos de mercado e dada a sua especificidade de negócio, fará todo o sentido esta afirmação. Mas, para a maioria das organizações, neste momento o seu principal driver é a redução de custos decorrente da conjuntura atual.

5. E as redes e outros canais sociais que as empresas usam cada vez mais… Pode dizer-se que as organizações já estão a tirar partido das soluções analíticas para extrair dados neste tipo de plataformas e que as próprias soluções já estão preparadas para responder a isso? 

Apesar da maturidade ao nível do IT que muitas organizações já atingiram, pensamos que a sua maioria ainda não está sensibilizada para os novos canais sociais que se formaram nos últimos anos. Tal decorre, pela nossa experiência, pelos quadros diretivos serem suportados por quadros que não estão sensibilizados para estas temáticas. Muitas empresas já têm a consciência da famosa geração 2.0, mas saberem estar “presente” socialmente e saberem explorar os dados que dai advém é algo que muitas ainda não praticam. As ferramentas atuais já existem, mas encontram-se muitas vezes ligadas a apenas um provider, ou só fornecem indicadores sobre uma determinada plataforma. Penso que a preocupação de muitos já não se centra em analisar ponto-a-ponto, mas sim como retirar a informação que pretendem de várias fontes.

6. A evolução das vossas soluções passa também por esta área? Quais têm sido as principais novidades nas vossas soluções para endereçar novos desafios – mobilidade, cloud, etc - e que novidades ainda têm previstas para este ano? 

Sim, sem dúvida! A SAFIRA acabou de lançar no mercado angolano a sua solução easyBI, precisamente para dar resposta a grande parte desta preocupação das organizações angolanas. As grandes quantidades de dados e a sua heterogeneidade tomam um peso significativo neste país, pelo que fomos confrontados com esta necessidade em vários dos nossos clientes.

No plano estratégico definido para o presente ano, a SAFIRA colocou a mobilidade e a cloud no centro das atenções. Por essa razão, podemos adiantar desde já que definimos várias iniciativas nestas duas áreas, nas quais estamos a ultimar protocolos com as melhores universidades do país para a implementação de soluções inovadoras e pioneiras em Portugal.

7. Como vê a evolução a médio prazo das soluções de business analytics. O que será possível fazer daqui a dois ou três anos que hoje ainda não é?

A evolução a médio prazo das soluções de Business Analytics é vista pela SAFIRA como a evolução natural deste tipo de sistemas. Sentimos que a mesma é uma realidade perfeitamente atual e para a qual nos predispomos desde já a ajudar os nossos clientes a adotar. Com a evolução da tecnologia web/média e a diminuição dos custos associados ao hardware, cada vez mais existirão quantidades significativas quer de dados operacionais, quer de histórico que deverão ser processados e armazenados para análise. Acreditamos mesmo que o histórico não só continuará a ter um peso predominante nas análises evolutivas a realizar dentro das empresas, mas passará a assumir um papel primordial na tomada de decisão. 

8. Pode apontar algum exemplo concreto de uma implementação BA vossa, explicando o impacto na organização em questão e os ganhos?

Fomos contactados por uma empresa angolana que possuía diversos sistemas operacionais, todos eles com volumes significativos de dados e, apesar de não terem relações técnicas entre si, os dados encontravam-se correlacionados pelo seu cariz funcional. Tratou-se claramente de uma implementação easyBI. Conseguimos disponibilizar aos vários departamentos da instituição dashboard sucintos, claros e objetivos com o que realmente lhes era importante, tudo isto com baixíssimos custos quer de implementação, quer de mudança, dado que foi utilizado como front-end uma ferramenta de domínio comum e altamente parametrizável, o Microsoft Excel, e como back-end a solução easyBI, que tem custos extremamente reduzidos face aos benefícios que aporta.

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